Performance Cênica DECOPULAGEM

27 de Agosto, domingo às 18h
2 de Setembro, sábado às 19h

Ingressos: R$ 15 no dia

A performance cênica Decopulagem aponta para uma reinvenção. A possibilidade de se descolar das marcas abertas da biografia para estar vinculada com a cópula, o nascimento. Em, cena, Jessica Barbosa, Thiago Amud e Aline Bernardi, que assina também a direção. A gestação de um feto ou de uma obra artística derruba a previsibilidade e detona uma paisagem que inaugura outros movimentos. (Re) nascer diante dos olhares possíveis e impossíveis, das resistências, recusas e adesões. Todo ser que Decopula nasce novamente.

RELEASE

Da carne deformada e dos fluidos multiplicados,
Do concreto da sombra, um novo revelado
Decopulagem
Ponto de partida e chegada:
A andarilha que gera a própria caminhada

Decopulagem é um livro-performance construído a partir da investigação do encontro da escrita com a dança, a partir de três títeres: o artesão, o alfaiate e o andarilho.

O artesão: moldar-se não é apenas sair de uma barriga e ganhar um nome; a experiência no corpo faz nascer penas, músculos e gravidade.

O alfaiate: fiar o preciso instante de forças que se equilibram; um exercício contínuo de costurar corpo e palavra na relação de existência com o mundo.

O andarilho: andar em busca das suas raízes e expandir-se pelo espaço

A performance cênica Decopulagem anuncia a criação de um labirinto intimista e minimalista de narrativa poética, fundando os sentidos das linhas de força do (re) nascimento, impelindo e despertando o lócus da vida para a prática de enfrentamento com as desilusões. (Re) nascer diante dos olhares possíveis e impossíveis, das resistências, recusas e adesões.

A escrita do livro retorna para a performance como ruptura, como reinvenção/transformação, como possibilidade de se descolar das marcas abertas da biografia e ao mesmo tempo como forma de se conectar com o ponto original, a cópula, o nascimento.

Em cena, Jessica Barbosa, Thiago Amud e Aline Bernardi, que assina também a direção e supervisão cênica de Joel Pizzini. A gestação de um feto ou uma obra artística suga muitos nutrientes do criador, alterando drasticamente a composição hormonal desse corpo. Surge uma dinâmica rítmica dos limites entre o ninho e o novo, entre o fixo e o volátil; derrubando a previsibilidade e detonando uma paisagem de inauguração para novas apostas de movimento.

A energia sexual desse criador está intimamente ligada com esse movimento de dobras embrionárias. O mundo praticando sua elasticidade enquanto placenta, e isso leva umas bocas e umas caudas de tempo. O que acontece quando o corpo pede para pausar? Como posso me mover no tempo que consigo me acompanhar? qual o tempo necessário que meu corpo precisa vivenciar para deixar o gesto dançado nascer da palavra poética?

Nesse persistir em pergunta a espiral se revela como dobras do exercício de escutar. Espirais. Dobras. Encontro a escrita. Espiralo. Escrevo. Encontro vozes. Todo ser que Decopula nasce novamente.

FICHA TÉCNICA

Direção: Aline Bernardi
Performance cênica: Aline Bernardi e Jéssica Barbosa
Performance musical: Thiago Amud
Supervisão cênica: Joel Pizzini
Supervisão de dramaturgia de movimento: Ana Paula Bouzas
Preparação Corporal: Soraya Jorge e Eliane Carvalho
Figurino: Bettine Silveira
Cenário: Clarice Rito
Iluminação: Dodô Giovanetti
Fotografia: Helena Cooper
Teaser de Divulgação: Julio Stotz
Registro da Performance: Bernardo Scotti
Projeto Gráfico: Fernanda Guizan

Mediação de Debate: Renato Rezende e Moira Braga

Realização: Cia Impele e Zingareio Produções
Parcerias: Studio Gesto, Rampa Lugar de Criação, CCC Dança, MOVA, Parque Lage, Coletivo Chama